segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Deuses Ocultos - Cap 1

 Capitulo 1: Sempre Tem um Começo
Senti um ar frio pinicando em meu rosto, quando abri meus olhos, vi apenas branco. Claridade. Extraordinária claridade. Maior que a de costume, isso naum importa, afinal, dormirei de novo. Eu acho.
- Trilíim – maldito seja o despertador de meu telefone.
- ta na hora – resmungo o mais baixo possível a mim mesma – se naum vou me atrasar, ai já viu... – continuo resmungando enquanto me levanto e chego em meu armário – qual roupa? – olho elas, uma a uma, cada combinação imaginável me vinha á mente, mas mesmo assim nada parecia bom, bom o bastante.  
- filha...  se apresse! – minha mãe ditou como de costume, enquanto passava em frente á porta de meu quarto
- tá bom – digo, alto demais para uma manhã, Kevin acordou, tenho certeza.
- Á! – Kevin. Sabia.
- Sorry – faço um beiço para mim mesmo em frente ao espelho, o acordei de novo.
Encontrei umas roupas que juntas ficaram bem, as vesti e ficaram melhor que minhas expectativas, isso era bom.
- maná! – meu irmão menor, Kevin, dorme no quarto ao lado, e quando eu me acordo, sem querer o acordo também, então ele vem aqui me dar bom dia.
- bom dia maninho! – digo feliz, sem saber exatamente o motivo dessa felicidade.
Peguei minha mochila que estava caída sobre a mesa da escrivaninha, e meu Ipod. Coloquei os fones e liguei a musica, estava escutando agora Miss Independent, Ne-Yo. Naum sabia bem o que eu gostava nessa musica, mas toda a manhã acabava escutando-a.
- Speed a Little Time (…) – enquanto descia as escadas sai cantando, linda musica, pensava.
Chego na cozinha, ainda cantando, louca para comer alguma coisa, meu outro irmão me olha e logo diz:
- She Work Like a Boss? – meu irmão gêmeo, Trent, também já conhecia a musica.
- aham! – respondo feliz.
Depois que termino o café, vejo que ele terminou já faz um tempo, e só continua ali por que tem algum assunto pendente comigo, minhas suspeitas se confirmam quando este diz:
- certo, quer carona? – ele me olhava agora com uma cara de: diz naum, diz naum, por favor, diz naum!
Penso por segundos, e vejo que pelo bem da minha amizade com esse irmão chato, terei de dizer: naum.
- naum obrigada, pego carona como Kellemiah – Kellemiah é uma vizinha minha, ela é bem legal, e. Já tem um carro (inveja).
- então – ele me olha, naum escondendo sua felicidade – tá, tchau – ele abre um largo porem intimidador sorriso.
- boa escola mana – olho ele entrando na garagem - tchau! – ele diz enquanto fecha a porta e me encara por meros segundos.
- é agora sou só eu em casa... – respiro fundo e procuro meu celular na mochila naum o encontro.
- porcaria! – grito sozinho em casa
Cadê o celular? Celular? Ah, esquece.
Saio correndo pela porta lateral, chegando à casa ao lado, vejo o impala que para mim era velharia estacionado na frente, e dou Graças.
- obrigada velharia – resmungo ao carro
- naum é velharia! – grita Kellemiah saindo de dentro de casa – é um Impala 67, preto, bancos de couro, todo original.
- táh, táh, táh. – digo revirando os olhos a explicação do carro desnecessária.
- naum reclama se naum vai a pé – diz ela enquanto abria o carro.
- hmmm – digo enquanto sinalizo que coloco um cadeado psicológico e invisível em minha boca, ela apenas ri.
As duas entramos no carro e fomos até o estacionamento da escola.
- vou para o acampamento da minha tia semana que vem – diz ela em misto de entusiasmo e agonia
- que legal – digo distraída.
- tá prestando atenção? – ela me olha furiosa. Mas o garoto parado no carro na vaga ao lado era mais interessante que a conversa. Apenas faço que sim com a cabeça.
- você ta morta? – ela faz como um teste. Novamente eu apenas faço que sim com a cabeça – ótimo – diz ela – tchau defunto – ela bate a porta do carro com tanta força que dou um pulo.
- obrigada – digo no melhor tom irônico que consigo. Olhando ela, deu para reparar, seu jeito Rock. Gosta de bandas com Guns ´n Roses... E tá sempre de roupa xadrez e preta – desde quando essa calça tá tão rasgada? – digo me arrependendo do que disse.
- desde, desde que eu quis...  desde que o Marley a roeu – diz ela triste e feliz.
- ok então néh – digo meio..
- como tá a Ruby? – ela me olha um pouco triste, mas distante.
- ela tá.. tá pior... – Ruby é minha cadela, uma Husky Siberiana muito amável e carinhosa, que adoeceu a poucas semanas e corre risco de morte.
- olá meninas – diz o garoto que antes me distraiu, Kellemiah apenas deu um breve sorriso e virou o rosto
- Olá – eu naum abro mão de um lindo sorriso – eu sou...
- Lilith, certo? – ele diz feliz
- como sabe? – digo curiosa e assustada. 
- você foi a infeliz escalada para me mostrar a escola – diz ele sorridente, a aquele sorriso.
- ah, por quê sou infeliz? – digo como se naum soubesse
- é por quê ela é infeliz? – diz Kellemiah meio que viajando
- porque ela vai ter que me aguentar... então, acho que em pouco tempo ela será infeliz – diz ele pensativo mas fofo - a propósito, sou Nathaniel. Mas pode me chamar de Nate ou Nathan.
- Ok, mas qual você prefere? – digo, sem parecer meio interessada demais.
- Nate.
- certo Nate.
- Mááááááááááááááttii! – Kellemiah sai correndo pelo pátio, após avistar Mat. Me deixando sozinha com o novato, o que eu gostei e desgostei ao mesmo tempo.
- então – ele diz corando – para onde vamos?
- bem, eu vou para de História Grega. E você?
- também – diz ele com um brilho nos olhos
- que legal – olho nos seus olhos castanhos amendoados e me perco neles, tão lindos.
Fomos para a aula.
 Recebi um bilhetinho, coisa que naum era comum. Abri e li:
Ei, quem é esse lindo ai com vc? Quero ele para mim!
Como naum reconheci a caligrafia, deixei passar.
Logo depois recebi um torpedo de Kellemiah:
Matt doente :’( foi embora, me abandonou, Skye também, só fico você.
Anda comigo? *-*
Então respondi:
Naum posso.. to com o novato! *-*
Ai, naum recebi nenhum torpedo a mais.
Um senhor grisalho entra na sala de aula e com uma voz tímida e baixa diz:
- senhorita Kellemiah.
Todos. Todos mesmo. Levantam as cabeças, mas só minha amiga se levanta para ir até o senhor e pegar o papel que estava nas mãos dele.
- ah.. – diz ela enquanto lê
Quando se senta, mando a ela um torpedo:
Hey, o que vc recebeu? *momento curiosidade*
Mas naum ouve resposta dela.
Alguns minutos se passaram e ela se levanta. Me levanto também, falando que ia ao banheiro, e no corredor avisto Matt. Ele veio para buscá-la.
Óh!  que fofo!
Os dois saíram, um ao lado do outro. Suas mãos? Ao lado dos corpos. Grande casal.
Frustrada, volto para a sala de aula, onde sento-me, ao lado de Nate, que me recebe com um lido sorriso.
- então o que era? – diz ele curioso, mas tímido.
- bom, ela saiu com o namorado, ops, amigo dela – digo tentando ser um pouco mais divertida.
-e você? – ele diz meio que corando
- eu o que? – naum percebi o que ele quis dizer
- bem – ele me olha fixo em meu olhar – vo-vo – ele vacila – você vai ficar até o ultimo período? – diz ele, eu tenho certeza que quando ele começou a falar, naum era essa sua intenção.
Eu saio da turma ele me segue.
No corredor, os animais, soltos, faziam uma baderna. A baderna envolvia desde pessoas fugindo, pessoas perseguindo, pessoas correndo que nem baratas tontas, pessoas tentando desaparecer, bolas de basquet que voavam, bolinhas de papel molhadas ou secas, livros, cadernos, papeis que incluíam provas ou trabalhos cujas notas eram terríveis e os nomes ilegíveis, objetos pessoais, pessoas brincando de cachorrinho com meros mortais, armários abrindo e batendo, barro no chão, professores tentando, em pânico, sair dali, pessoas aterrorizadas se agachando ao chão.
 Era horrível, mas eu tentava me esquivar de tudo que ameaçasse eu ou o ser amado, ops, protegido.
Os outros três períodos foram tranquilos, sem nada de interessante, e eu chego em casa exausta.
- filha – minha mãe está com uma cara triste como se houvesse chorado muito – Ruby, Ruby, Ruby. Ruby morreu, hoje, enquanto você estava na escola – ela me anuncia isto, como que me jogando uma bomba.
- ah – eu digo, segurando as lagrimas entro correndo em meu quarto e me tranco lá.
O dia se passou como um seriado de tevê em que o personagem principal esta passando por uma depressão cronica, e talvez fatal. O que me deixou mais triste foi eu naum poder me despedir. A cadela era minha. Só minha. Morreu, e eu naum estava presente, para agarra-la em meus braços, protege-la, aquece-la, ou fazer simplismente alguma coisa.
- Easy come, easy go – insistia meu celular, tocando.
Então o atendi.
- alô? – digo ainda em depressão.
- oi  sou eu!
- eu quem?
- kellemiah!
- atah
- então, sua mãe me ligou
- você soube?
- sim, meus pêsames.
- obrigada amiga.
- de nada, agora, vem.
- ir aonde?
- aqui em casa!
- é longe
- é a menos de um metro...
- para meu coração ferido é longe
- hmm... vem!
- vou ver
Após isso desligo o telefone.
Por fim, desisto da luta, indo para a casa de Kellemiah. Chegando lá, Marley me recebe no portão, com lambidas e pulos. Geralmente isso me alegraria, mas pensei em Ruby, e logo me entristeci.
- Hei! – Kellemiah me olha – naum fique assim! – diz ela em um tom compreensivo porem de ordem.
- naum á como! – digo, entrando na dela
- por quê? – diz ela fragilizada com minha tristeza comovente.
- Ruby é, quer dizer, era, o cão mais amado e merecedor do amor de todos no mundo. Mas por um enorme infeliz, a morte a tirou de meu amor e de mim... é muito, inconveniente, triste, e estúpido. – digo, sem pensar antes, levada pela emoção.
- então – diz ela mostrando o quão prestava atenção, ou seja, nenhum minuto, sequer, segundo.  Ela me ouviu apenas assentiu e me olhou com um olhar tão distante que me fez me perguntar se o assunto era assim tão entediante.
- esquece – digo revirando os olhos
- ah, hmmm.. áh! – diz ela repassando minhas palavras anteriores, o quase discurso que disse.
- vou para casa – anuncio, nem ligando para sua resposta
- certo – diz ela enquanto acaricia seu fiel porem débil cão.
Ao invés de fazer o que eu anuncio, sigo para o centro da cidade, bem, ela naum era uma enorme cidade, mas seu centro era até que bom, o que me fazia querer ir visita-lo com mais frequência, o que eu naum fazia. Naum sei por quê.
Chegando em uma lancheria,  Food´s  Happy, encontro Nathaniel.
- olá – diz ele com um sorriso, quando esse garoto naum sorri?
- hmm, Oi. – digo, em conflito de emoções
- por que a tristeza? – diz ele me olhando, até parece que me conhece.
 - minha cadela morreu, enquanto eu estava na escola – digo, cada palavra raspando a garganta, principalmente morreu.
- então – ele me olha, naum escondendo uma tristeza meio conveniente – meus pêsames – diz em tom amigável.

- obrigada – digo, segurando um choro, momentâneo, porem humilhante.
- hei – diz ele vendo meus olhos quase lacrimejando – pode chorar se quiser, estou aqui – diz ele mostrando ser um ótimo companheiro.
- obrigada, mas sou forte – digo mentindo
- Lilith – diz ele me olhando, sério. – pode confiar em mim – ele me olha, seu olhar, suplicante porem divertido. Sempre dois significados, por que sempre dois?
- fala sério – Lorene, garota metida que esta na minha escola, aparece, do nada, e chama a atenção de Nate. – como pode estar com ela? – metida, arrogante. Eram essas as palavras que me vinham à mente.
- quem te dá o direito? – digo, fitando-a.
- eu – diz ela, fixando seu olhar em Nate, ela o quer. – então, quer dar uma volta comigo? – diz ela, na ultima palavra me olha por um breve sorriso, buscando a reação de sua presa, pronta para avançar a qualquer instante.
- naum vai dar – Nate diz, calmo – estou com Lil –diz ele me olhando. Lil? Ah, deve ser eu!
- Lil? – diz Lorene confusa – ah, vai se encontrar com uma garota – diz ela ao revirar os olhos, ela conseguiu me enojar da minha própria constante ação.
- na verdade, naum que isso convenha a você, mas Lil, é apelido para Lilith, e esta garota ao meu lado se chama Lilith, certo? – Háh. Penso. Claro. Quero ver a resposta daquela cobra, vai estar ferrada, mas me surpreendo quando esta diz.
- ah, sorte para você. Tenho que ir, Trent me espera – diz ela ao sair. Naum me importo, a primeira vista, mas ao refletir na frase, percebo a palavra, nome, Trent, e entro em pânico, Trent, é meu irmão.
Automaticamente pego o telefone que antes estava depositado inativo, mas apto, em meu bolso. E disco o numero de meu irmão. Ele atende, meio que confuso por eu ligar para ele.
- Oi – diz o garoto, mas eu tinha outra coisa em mente. Até que ouço uma voz ao fundo, aquilo me deixa mais triste que o fato relacionado à Ruby.
- querido, Trent, vamos! Tenho pressa... – reconheci a voz no momento, Lorene.
Desligo o telefone. Meu irmão. Meu pequeno irmão. Esta com ela, a garota que tanto me atazana e me deixa de baixo astral, justo ela...
- me-me meu irmão – digo quase sem fôlego – ta com ela! – grito furiosa, e quando o faço, toda a população residente na lancharia, olha para mim e ri.
- bem – ele me olha pensativo – que tal interrompermos isso? – diz ele dessa vez com uma cara demoníaca, que eu espero nunca mais ver.
- acho que ele nunca me perdoaria – digo, me lembrando de como ele é sentimental e arrogante as vezes.
- hei, você o perdoou pelo que ele fez. Néh? – diz ele alegre, o pior, é que tinha razão, mas deixo isso para outro dia.
- desculpe, mas tenho que ir para casa – digo ao sair pela porta da frente, ele me segue, porem o ignoro, procurando um taxi.
Quando avisto um, me enfio nele e os pedestres que o esperavam se chocam ao ver que tranco os pinos das portas ao entrar, e berram coisas que preferi ignorar.
  - Rua Beckley – sussurro ao motorista, ao ver que Nate se aproximava – numero 1115 – termino a frase cautelosa.
- certo – diz ele – mostre a grana – grosso. Penso.
- tá – digo revirando os olhos e pegando minha carteira, abrindo e tirando uma linda e nova nota de vinte.
- estamos saindo! – diz ele exclamando ao ver a nota, que para mim naum valia tanto assim, mas...
Reviro os olhos, novamente. Esse cara tá me irritando, penso abrindo o vidro, sem perceber que naum tínhamos saído do lugar ainda, uma mão consegue se enfiar dentro do carro e abrir a porta, só deu tempo de eu berrar:
- ÁáAáÁáh! AndáááÁá! – foi tenso. Uma cena realmente tensa.
O motorista assustado pisou bem fundo no acelerador e o carro correu na máxima velocidade que pode, deixando os pedestres e Nate para trás.
- essa foi por pouco – disse o motorista entre gargalhadas
- te paguei  para me levar para casa e naum para conversar – digo séria
- nervosinha – diz ele rindo
- para o carro – digo
- naum vou para o... – eu o interrompo
- para a porcaria do carro!  - grito bem alto e ele para.
Abro a porta e saio, olho bem séria para ele e digo:
- andamos uma quadra, naum vou te pagar – e saio andando, mas ele me segue com o carro.
- volte aqui pirralha! – berrou ele lá de dentro
 - nem pensar – digo entrando na primeira loja que vejo
O insistente estaciona o taxi e entra na loja onde eu entrei. Ele quer mesmo aquele dinheiro, mas eu naum desisto.
- Oi – Jennifer, minha amiga!
- Jen! – grito, espero que ele naum tenha ouvido
- o que faz aqui? – ela me olha intrigada, a loja era do seu pai.
- aquele taxista tá me perseguindo! – aponto para o idiota, ela chama o segurança mais próximo.
- barre aquele homem – ela diz a ele
- por quê? – ele olha sério
- pois ele esta perseguindo uma menor, quem garante que naum é pedófilo? – diz ela tão convincente que até eu acreditei, até me lembrar da verdadeira historia.
- mas que diabos? – diz ele ao ser empurrado para fora da loja
É. Após isso, sai com Jen, amiga minha que naum via fazia um maior tempão.
- então – diz ela com um olhar brilhante, mas distante, talvez. – o que fazia no centro? Você naum é de sair sozinha!
- bem, eu me encontrei com um garoto lá, da escola, mas o objetivo inicial era fugir do meu mundo mesmo – digo, vendo o brilho de seus olhos sumir de um instante para o outro, dando lugar a um sentimento que naum consegui decifrar, algo, hmm, estranho.
- ah – diz ela ao olhar para uma direção fixa, eu olho e vejo Nate e uns dois outros garotos. Logo, uma garota chega e abraça um dos garotos, e Nate e seu amigo ficam bem sem jeito na situação.
- Nate? – digo pasma ao ver o garoto
Ele me olha. Droga. Porquê tinha que me olhar. Agora lhe devo satisfação.
- Oi – diz ele chegando perto de nós com o colega de tira colo.
- olá – diz Jen, na direção do também loiro, rapas ao lado de Nate. Fiche. Loiro. Paixão.
- então, Oi – digo voltando minha atenção a Nate, e dando uma cotovelada e Jen.
- meninas, querem dar uma volta conosco? – o garoto tentava sorrir, mas demonstrava o nervosismo.
- qual seu nome? – diz Jen, meio que viajando para bem longe da conversa.
- o meu? – ele olha para Nate por um instante, se volta para garota e responde – Brendan – ele sorri – Brendan White
- prazer, Jennifer Lannely – ela sorri, feliz.
-  o meu é Lilith – eu naum sorrio, nem sei a razão – sobrenome naum interessa, os dois se olham e riem juntos, de mim. – ótimo – digo, viro-me para Nate – somos só nos dois – agora libero um lindo e encantador sorriso.
Quando me dou por conta mais um torpedo de Kellemiah:
Hei! Onde andas? To afim de dar uma volta!
Naum o respondo, nem sei por quê. Mas apenas naum o respondo.
- então? – Nate me olha ao ver que mexo no telefone – Kellemiah? – ele meio que revira os olhos ao meu sinal de sim com a cabeça – eu gostei dela – diz ele olhando para o céu
- entre na fila dos que gostam dela – digo, distraída
- na verdade, eu gostei dela como amiga – ele suspira – acho que to afim de outra garota – ele diz enquanto me olha.
- hmm – diz ele me olhando, feliz.
- eu tenho que ir para casa – anuncio – minha família vai se reunir agora – finjo que leio um torpedo.
- vou com você – diz Jen – sem querer me convidar, mas posso dormir na sua casa? – diz ela com um olhar de expectativa
- claro – digo meio distante – tchau – digo enquanto olho para a futura paixão momentânea de Jen – Tchau, até amanhã – digo para Nate.
- mas amanhã naum tem aula – Nate diz, reflexivo
- eu sei – digo saindo dali, indo para a parada de ônibus
Chego em casa, com Jen.
- senhora Woodie? – diz Jennifer ao entrar pela porta da frente comigo
- Manhê! – digo, a procura de uma resposta, mas nada.
Entrando na cozinha vejo um bilhete colado com um íman na geladeira:
Querida, fomos jantar (eu e seu pai   )
- estamos sozinhas em casa – anuncio a Jennifer, em uma base de dez segundos antes de ouvir ruídos vindos da escada
- o que foi isso? – sussurra ela a mim
- naum sei – digo, um arrepio me toma, mas naum me deixo vencer por um arrepio estupido.
- maná?! É você!? – meu irmão, Trent.
- Lil? – Naum pode ser. Impossível. Lorene!
- Trent? – digo da cozinha, pasma.
Logo ele aparece, um sorriso envergonhado o toma quando vê o rosto de Jennifer.
- ola – diz ele, reconhecendo a pessoa que há um tempo fora seu amor platônico.
- oi – diz ela feliz de volta
- então – digo, os dois me olham – Lorene? Sério? Como pode! – digo direcionando-me para o traira  meu irmão
- eu.. eu, desculpe, mas eu a amo – diz ele abaixando o rosto, evitando o tão amedrontador contato visual.
- um – Jennifer se senta na cadeira da mesa mais próxima
- vá – digo apontando para o segundo andar – diga a ela que ou ela sai, ou os dois saem – digo séria, firme, determinada.
- você naum tem esse direito – diz ele áspero, quase maníaco.
- tenho todo direito do mundo – fico fixa, olhando para ele – esta é minha casa.
Mas nada, ele apenas me olha, desapontado e vai de encontro ao monstro que deve estar deitado na cama dele, o esperando.
Escuto leves batidas vindas da porta, pareciam ter feitas com uma cautela, como se a qualquer momento a pessoa que as fez, pudesse disfarçar e ir embora.
- estou indo – digo me aproximando da porta, quando a abro, me surpreendo ao ver Nate, parado ali – Oi – digo, assustada por ele saber minha moradia.
- Oi. Ah, desculpe aparecer assim, é que fiquei com saudades de você – diz ele, em misto de vergonha e medo
- tudo bem – digo, cada vez mais surpresa com este garoto – posso saber seu sobrenome? – deu curiosidade!
- Apolo- diz ele, meio que relutante.
- sobrenome incomum, sabia que Apolo é um – ele me interrompe.
- deus grego e romano – diz ele agradável.
- vou dar uma de regador e vou vazar – diz Jen subindo para o segundo andar da casa.
Logo a companhia toca, abro a porta e adivinhe quem era? Kellemiah.
- eu sou demais! – diz ela entrando, reparando nas pessoinhas ali, Jennifer também desceu, e depois subiu com Kellemiah.
 - festa? – diz Nate, meio que confuso com relação as pessoinhas ali
- pois é, nem eu sei! – digo calmamente
Logo apareceu Keith, ex-namorado de Lorene e Adson, amiga de Lorene, quem os convidou?
- ÁáÁáÁáÁáÁÁáÁÁÁáÁh! – apareceu Kellemiah berrando
- o que foi? – digo revirando os olhos sabendo a razão: Matt
- Matt – ela dá um longo e distante suspiro – Ah Matt – ela volta aos pensamentos e se perde neles – ele vem!
- hum? – digo estranhando
- ele vem! – ela sai berrando e repetindo para cada pessoa ou objeto que vê.
- ótimo – reviro os olhos, gesto que faço freqüentemente. – histérica
- hei – Nate me olha, aqueles lindos olhos... – naum fala assim! – ele põe seu braço ao redor de mim e me puxa para perto de si. – vamos...
E fomos para o segundo andar da casa.
~ enquanto isso ~
- oi – Jennifer abre a porta para Matt
- Oi – diz ele de um jeito fofo, Kellemiah está bem longe nesse momento.
Os dois conversaram por um tempo...
- quer um refri? – diz ele animado
- claro – Jennifer naum sabia a roubada que estava se metendo.
- vou ali pegar – ele sai, e se encontra com Kellemiah no caminho, que só estava observando a conversa dos dois...
- você quer morrer?! – diz ela séria para Jennifer
- HUM ?! – Jen fica confusa
- este é meu namorado, MEU. Só MEU. – ela aponta para Matt que derrubou um pouco de refri no chão
- atah, desculpa – diz ela ao revirar os olhos, pensando: possessiva.
- ding dong – a campainha irritante toca, novamente, deu para se ouvir do quarto, pera, do quarto! 
~ no quarto ~
Eu fiquei tão sem jeito, que acabei caindo aos pés de minha cama. Nossa. Deve ter sido hilário.
- você tá bem? – diz ele preocupado
- to bem – digo – sou desastrada mesmo  - penso e falo – vamos descer, ouvi a campainha – digo, corando
- tudo bem – diz ele enquanto me ajuda a me levantar, ah, que fofo!
- Oi – Brendan me dá oi, mas acho que foi mesmo para o Nate.
- preciso te falar uma coisa, em particular – sussurra Nate em meu ouvido

Rascunho de Texto - Cap 1


Perante ao frio do inverno, as ruas faziam meus sapatos deslizarem, em pensar que em dois dias, estarei pisando constantemente na grama.

África. Por que meus pais tinham que se mudar para lá? Eu adoro a Inglaterra, porque naum posso continuar nela?

Tenho que chegar em casa, e fazer minhas malas... com um pouco de animação.- mãe, pai? – digo entrando na glamorosa sala de estar.

Na verdade, o silencio me respondeu. Ninguém estava em casa, nenhuma alma viva estava presente aqui.

- Diana, onde estas querida? – ouvi a vós de minha mãe adentrando em casa.

- to aqui em cima mãe! No meu quarto... arrumando as malas – respondo de inicio animada e por fim irritada.

Nunca tive animais, e agora eles estão indo para o país com mais animais mortais do mundo, e sem o mínimo de noção, e ainda pior, estão me levando consigo.

Certo, pode até ser que quando pequena morei lá, mas nem me lembro! É... é, é terrível! 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Os Corredores da Vida - Cap 1


Andava pelos corredores de Charmichael, evitando Katie. A semanas éramos verdadeiras amigas. Agora? Fujo da proximidade de 100 metros dela.

Naum que ela seja um monstro assustador, ou algo generativo deste tipo, na realidade, acho que o monstro sou eu...

Meu nome é Jennifer Charp. Atualmente tenho 15 anos, estudo em Charmichael School. Um internato em São Francisco, Califórnia.

Suspirei ao simples fato de encontrar Katie Scott no dormitório que antes dividíamos felizes.

Abri a porta e entrei, com a força que me restou.

Após vasculhar com os olhos todo o pequeno cômodo, sorrio a vitoria de naum encontrá-la.

Corro a passos silenciosos, em busca de uma muda de roupa, e um pouco do dinheiro.

Fugir de alguém dá trabalho, ainda mais quando tem um perímetro limitado de um internato para a fuga.

Em geral o colégio era pequeno, mas nessas ultimas semanas, tem se mostrado grande o bastante para – a minha sorte – naum encontrar Katie.

Aulas são infernais, mas o professores tem estado de bom humor.

O que faz duas amigas tão intimas se voltarem contra a amizade? Um garoto pode estragar toda uma amizade. Disso eu 
tenho certeza.

 Uma onda de saudade me consumiu, Cameron. Meu idiota e retardado maninho.

Para a minha surpresa o telefone toca, quebrando toda a barreira de silencio. 

- alô – digo, num tom sussurrante.

- Jen?

- sim... e você é? – naum reconheço a vós.

- Maggie! Naum lembra de mim?!

- Maggie de San Diego?

- sim! Quanto tempo néh?

- é, bastante tempo! – respondo, ainda naum sabendo quem é.

- você estuda no internato Charmichael?

- sim porque?

- porque eu vou estudar ai em dois dias, eu acho.

Senti meus olhos arregalarem.

Me lembrei das palavras da diretora Stuck: ‘quando uma nova aluna chegar, você pode mudar de quarto’.

Naum evitei pulos histéricos. Senti meu rosto se abrir em um sorriso malicioso.

Então a porta se abriu.

- Jennifer? Pensei que tivesse morrido... e abandonado suas miseráveis coisas aqui – Katie, droga!

- bem, eu tenho hm... evitado o quarto.

- sejamos sinceras, você tem me evitado – sibilou ela.

- bem, evito... entrar no quarto desnecessariamente

Ela revira os olhos, e eu me retiro sentindo seu olhar maligno pousado em mim.

Como, algum dia, eu fora amiga de alguém como ela?

Maggie vai vir para cá, e eu saio.

Maggie vai vir pro inferno, e ela é o meu bilhete só de ida, para o paraíso.

Me sinto mal em usar uma pessoa desse jeito, mas, na sobrevivência, é cada um por si.

Se eu estou bem, os outros também podem estar...

Certo?!

Evitando Katie, saí a caminhar pelo pátio. Quando de madrugada, voltei ao quarto e dormi, mas acordei antes que a garota o fizesse.